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Diário de um MBA II - Baladas na Califórnia


(Máfia brasileira na festa de Halloween de Haas. Eu sou o fantasiado de Super Pumpkin - com a abóbora na cabeça)

Olá pessoal,

Aqui estou eu de volta nessa página para trazer-lhes mais informações sobre a minha experiência em Haas.

Tenho que confessar que de início me pareceu que eu havia escrito a edição 01 há apenas alguns dias atrás, mas agora que estou pensando no que escrever para vocês, pude realmente perceber quantas coisas já aconteceram por aqui. Definitivamente o tempo voa em Berkeley.

Conforme prometido, vou passar para vocês um pouco do nosso dia-a-dia acadêmico. Haas adotou há dois anos um esquema em que as matérias básicas, conhecidas como core courses, são ministradas num período de um "quarter" (cerca de 2 meses), o que tem um grande impacto na velocidade que as coisas acontecem por aqui. Essa é uma tendência que muitas boas escolas americanas começaram a adotar. As matérias básicas foram condensadas de modo que sobra mais tempo para o aluno focar nas materias eletivas do seu interesse. Já em muitas outras escolas, os alunos só podem optar por matérias eletivas após a conclusão do primeiro ano. Em Haas, com a adoção desse novo esquema, podemos optar por eletivas já no primeiro ano. Mas o melhor de tudo é que Haas ainda oferece todo o conteúdo das matérias que foram retiradas do core na forma de eletiva, ou seja, aqui em Haas você pode optar por focar em assuntos e matérias do seu interesse já no seu primeiro ano ou pode optar por uma concentração bastante diversificada.

Nosso esquema de aula é excelente devido ao bom balanço entre leituras e análises de casos. Não consigo me imaginar tendo todas as aulas no estilo "lectures" nem tão pouco todas as aulas no estilo "cases". Nossos professores são bastante acessíveis e todos tem horários específicos disponibilizados para o atendimento individual dos alunos. Isso é uma oportunidade excelente para esclarecermos dúvidas ou irmos ainda mais a fundo em determinados tópicos que foram abordados na sala de aula. Além disso, os professores tem de 1 a 2 auxiliares que também estão a nossa disposição para esclarecimentos de dúvidas e para nos apoiar no que for necessário.

A qualidade das aulas é muito boa e fico impressionado como as diversas matérias se amarram entre si. Conceitos que estamos tendo na aula de Marketing são utilizados nas aulas de Microeconomia, que por sua vez se aplica na aula de Finanças e assim por diante. Isso nos dá uma sensação muito boa. Eu sinto como se estivesse definitivamente abraçando todo o "business".

Mas uma grande parte do nosso aprendizado também acontece fora da sala de aula. Praticamente todos os dia temos palestras, apresentações de empresas, painéis de discussão e seminários que acontecem após nosso horário de aula. Recentemente tivemos a oportunidade de ir a um painel de discussão onde estava, entre outros, o John Reed, atual chairmam da bolsa de valores de NY. Fora isso, os diversos cases competitions de que participamos, os contatos com empresas que estão atuando no mercado e os trabalhos em grupo constituem uma grande parte desse aprendizado que acontece fora da sala de aula. Mas não vou abordar esses assuntos agora, prometo fazê-lo na proxíma edição, onde irei comentar sobre todas as atividades extra-classe que estou envolvido e os trabalhos que realizamos para algumas empresas do mercado.

Agora é hora de falarmos de outras coisas boas que acontecem por aqui,.... "baladas". Nossa turma relativamente pequena, 240 alunos por ano, favorece muito o entrosamento entre os alunos e enriquece muito as baladas. Além disso, a escola faz questão de nos apoiar nesse assunto. Cada turma de 240 alunos historicamente sempre foi dividida em 4 turmas de 60 alunos para assistirmos as aulas, mas no ano passado pela primeira vez foi adotado um novo procedimento. Após a conclusão do primeiro semestre os alunos são novamente divididos em 4 turmas de 60. O objetivo disso é aumentar ainda mais o entrosamento entre os alunos e me parece ser a primeira escola a adotar esse procedimento. Me corrijam se eu estiver errado, mas durante meu processo de aplicação não me recordo de nenhuma escola que re-dividisse seus alunos ainda durante as matérias básicas. Nas matérias eletivas sempre ocorre uma re-divisão por motivos óbvios, mas nunca ouvi falar de re-divisão ainda durante as matérias básicas.

Com todo esse entrosamento, as baladas são fantásticas. Toda quarta temos o BOW (bar of the week), cada vez num bar diferente, onde todos os alunos se encontram para colocar as besteiras em dia e dar aquela sagrada quebrada na semana. As aulas de quinta de manhã costumam ser repletas de alunos de ressaca.

Todo final do mês temos o "Consumption Function". Trata-se de um evento patrocinado pela nosso clube social onte temos bebidas, comidas e DJ’s na faixa (ou seja, tudo gratuíto). A cada Consumption Function temos um tema relacionado a uma específica cultura: na última o tema foi a Ásia. Os alunos asiáticos e descendentes organizaram comidas típicas, de sushi a comida tailandesa, e se vestiram a caráter para o evento.

Além disso, nosso clube social patrocina qualquer festa onde todos forem convidados. Basta você organizar um evento, na sua casa ou qualquer outro lugar, mandar um email para todos, e o clube social manda alguns barris de cerveja para a festa. Desta maneira, festa é o que não falta por aqui. Vou confessar que as vezes até torço para que não haja tanta festa para sobrar um tempo para ir a San Francisco. Isso que é muito legal aqui. Berkeley é uma cidade menor e favorece para que a turma fique bastante unida, mas estamos apenas 20 minutos de San Francisco onde há muita coisa acontecendo. Freqüentemente vamos nas baladas de San Francisco. Há muitos alunos que moram lá e realizam as festas em suas casas ou em bares, e muitas vezes o BOW acontece em SF.

Mas vida social não é só balada, é também viagem, e a Califórnia é excelente para isso. Há 2 finais de semana atrás, estive em Los Angeles para um torneio de futebol organizado por UCLA, entre as escolas de business (UCLA, Berkeley, Stanford, Chicago, Kellogg, Irvine, etc). Fomos de carro com uns amigos da classe e resolvemos ir pela Highway 1. É uma viagem que recomendo a quem não conhece. Paramos em Monterey, Carmel, etc...vale muito a pena.

Nosso time é bom mas não chegamos as finais. Há motivos para isso (tinha que ter). Alguns jogadores estavam numa business trip, organizada pelo nosso clube latino, em Miami. Mas o maior motivo foi que estávamos bastante preocupados aonde iríamos tomar cerveja no sábado a noite. Se tivéssemos ido para as finais, teríamos que jogar no domingo de manhã e essa não era a nossa prioridade...

Nessa quinta acontece o Thanksgiving e vou passar na casa de um colega da classe em San Rafael, com direito a velejar e tudo mais. Também estarão indo comigo o Tim (Alemão) e o Pablo (Peruano). Lembrem-se que esse ano Berkeley admitiu cerca de 40% de alunos estrangeiros e diversidade é o que não falta por aqui. Os demais brasucas estão indo para Lake Tahoe onde está se iniciando a temporada de esqui.

Outro dia desses, grande parte da turma foi a Las Vegas. Ainda bem que o fim de semana é curto. Já estava com medo de perder alguns dos meus classmates por lá.

Final do ano, antes de ir para o Brasil, vou para o Hawaii com o pessoal do clube de mergulho da escola. Um dos alunos, o presidente do clube de mergulho, já foi instrutor de mergulho no Hawaii.

Eu estou levando alguns gringos para passarem o Reveillon no Brasil e ensinar para eles o que é tomar cerveja gelada. Outros estão indo para o Brasil numa viagem que também inclue Chile e Argentina e é organizada pelo clube latino.

Bom....vou ficando por aqui porque preciso terminar um caso de Finanças e ler um artigo de Marketing para as aulas de manhã.

Em função da útima edição recebi alguns emails e queria dizer que ele são muito bem vindos. Para qualquer coisa que eu puder esclarecer ou ajudar, basta me escrever.

Um grande abraço a todos e aloha!!!

Rogerio Scatolini

scatolini@mba.berkeley.edu


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